quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Seminário de Design de Interação

Visando a realização do Seminário de Design de Interação em aula, meu grupo escolheu dois exemplos de obras interativas para serem apresentadas.


1 - EVOKE - Usman Haque




Um projeto especialmente encomendado pelo Illuminating York 2007 no norte da Inglaterra, Evoke é uma enorme projeção animada que ilumina a fachada da Catedral de York, em resposta às pessoas no público, que usam suas próprias vozes para "evocar" padrões coloridos de luzes que emergem das bases do edifício e voam em direção ao céu, dando à superfície um aspecto mágico enquanto ela se derrete em cores.
A catedral, construída para ligar conceitualmente terra aos céus, tem sido um local para o transporte de palavras, sonhos e aspirações de centenas de anos. A fachada foi concebida para orientar os olhares dos transeuntes para cima. Como uma tentativa de continuar esta tradição, os padrões de Evoke são gerados em tempo real com as palavras, sons, música e ruídos produzidos coletivamente pelo público (gritos, palmas, assobios, etc) determinado por suas características particulares de voz. As cores vão atravessar a superfície da Catedral, invadindo suas características fendas, emergindo finalmente, perto do topo da fachada, onde vai brilhar lá no alto.
Pessoas com vozes de frequências diferentes, ritmos ou cadências serão capazes de evocar diferentes padrões mágicos sobre a superfície do edifício : um canto suave resultará num conjunto completamente diferente de efeitos visuais comparado a um longo uivo, por exemplo, misturando velho e novo para continuar animando a fachada da catedral.

2 - FORTY PART MOTET - Janet Cardiff




Thomas Tallis, compositor inglês do século 16, compôs Spem in Alium nunquam habui para a comemoração do aniversário da Rainha Elizabeth 1ª, em 1575. O moteto (um tipo de composição polifônica medieval) para oito coros de cinco vozes trata de humildade e transcendência, dois temas importantes para o compositor católico numa época em que a fé católica era reprimida pelo Estado soberano da Inglaterra.
A peça é conhecida como uma das mais complexas obras polifônicas para canto coral jamais compostas. Utilizando microfones individuais, Janet Cardiff gravou cada integrante do coral da Catedral de Salisbury, trabalhando com vozes masculinas – baixo, barítono e tenor – assim como com uma soprano infantil. Na instalação, a artista usa um alto-falante para cada voz, o que permite ao espectador ouvir as diferentes vozes e perceber as diferentes combinações e harmonias à medida que percorre a instalação. Janet Cardiff é uma das artistas mais prolíficas de uma arte que se vale da tecnologia de ponta. Seu trabalho emprega diversos meios expressivos, abrangendo vídeo, instalação e gravação de som." 


Fontes


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